Escritas em prosa / Rui Tinoco - Poesia

Poema sobre um verso de Camões

Soneto “À morte da Princesa de Portugal” Luís Vaz de Camões

A tua mão, a alma,
essa boca incendiada que se despede
da vida por cada palavra,
mais a música sublime
que ouves à noite
e invoca a nossa memória
e nos faz chorar,
sentir mais altos do que a vida,
tudo isso é efémero:
a todos os lados
o mundo irá buscar-nos
relembrando a destino comum da morte
da divisão das entranhas pelas estrelas.
– Não vês que tudo é mundo?
– Assim o entendo,
e o sonho também é mundo?

Jornal Poetas e Trovadores, 1º trimestre 2010
(escrito originalmente em 1996)

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