Rui Tinoco - Poesia

Arrastado pelo tempo, procuro aqui

Arrastado pelo tempo, procuro aqui

inventar uma palavra como uma rocha,

o desenho do refúgio definitivo, um ponto

firme, o querer do peito além do mundo

no próprio âmago da utopia.

Imaginei sempre o peito como uma pintura

móvel, actualizando-se com a vida,

as inevitáveis emoções – agora

passar-se-ia tudo numa outra imaginação.

A sensação de perda e de impossibilidade retornam

renovadamente sobre mim: a existência eleva-se

sempre entre as mesmas feridas; e na minha

cabeça, as mulheres do meu passado dançam

os gestos belos de volúpias para sempre mudas.

RT, 1999

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