Rui Tinoco - Poesia

Nas madrugadas em que aguardamos, em silêncio,

Nas madrugadas em que aguardamos, em silêncio,

o desmoronamento do mundo pelas suas tarefas,

temos um instante para a beleza das coisas

para brincarmos com a palavra amor

para nos enchermos, lentamente, de luz.

A seguir, mover-nos-emos de esquecimento nos gestos

ao chegarmos ao fim do dia sem saber

divididos pelo prazer de construir algo

e a outra vontade de contemplar tudo

de recusar o movimento

de querer o lugar além das palavras

em que aconteceu a madrugada, o brincar com o amor,

a luz, sem ainda ter sido escrito este poema.

RT, 1999

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