Poesia Portuguesa

Perhaps the world´s empty

Ninguém perde um livro

no comboio, ninguém o acha

inutilmente sublinhado

noutra terra, noutra cama.

.

Ninguém fuma na arcada

rente ao frio de Dezembro,

ninguém sangra no passeio

à mesma hora.

.

Ninguém parte de repente

à procura de mais mundo,

ninguém chega por acaso

ao seu nenhum sentido

olhando simplesmente

da varanda.

Poema de Rui Pires Cabral do livro Oráculos de Cabeceira, Averno, 2009

Sobre uma passagem de Graham Greene

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