Poesia Portuguesa

Como eu amo de Maria O’Neill (1874-1932)

… Pertenço à velha escola; eu amo à antiga

Detesto a modernice que se ufana

De casar por dinheiro ou que se liga

Preferindo ao amor sempre a cabana,

 

Amo com tal paixão que é mais que humana

E todos os afectos num coliga

Cuja grandeza nenhum outro irmana,

Em tudo impera e tudo a si obriga.

 

Amo do coração à flor dos lábios

Mas recalco por vezes meus tormentos

Para o não magoar; contudo sabe-os…

 

E segredo-lhe então: Bem que dorida

Quero beber-te essa alma e haustos lentos

E por sofrer por ti inda mais vida.

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