Francisco Duarte Mangas / Poesia Portuguesa

Alguns poemas de Francisco Duarte Mangas

fogueira

de giestas: escrevi

noite

crepita o sono do cão

no dorso do lume.

*

mas o cão irrompe

tocado pelo cheiro

inimigo. nem a palavra

morte o poderá deter

nem a palavra morte.

*

o cão!

cabisbaixo,

o cão arrasta palavra lobo

emaranhada nos picos

da coleira

*

o rebanho escorre,

nunca vi palavra

com tantas ovelhas dentro

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