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Era Uma Vez O Branco – livro de poesia

era uma vez o branco - livro de poesia

Na poesia de Rui Tinoco, os dialogismos vários que são, afinal, a essência de todo o acto criativo assumem-se enquanto temática primordial: concretizam-se nas múltiplas e possíveis ligações entre autor / leitor / texto / mundo evocado e mediatizado por um eu em incursões no mundo dos outros, que adivinha, ou no seu universo circundante, que apresenta em pinceladas voluntariamente paradoxais.
Enquanto a escrita interroga o escritor ou o objecto criado interpela o seu criador, o leitor perde a sua virtualidade e toma lugar à mesa do texto, ao lado do autor. Assim, uma dramaturgia precisa distribui os vários papéis por personas que se entreolham em cumplicidades várias num registo conciso e inovador.
Numa poesia que é ela também uma arte poética, a reflexão sobre o processo da escrita dá o mote. Qual deus ex machina, uma voz surpreende em novos exercícios ficcionais:

*
“a conversa
estava a terminar e nem sequer
se tinham apresentado. que cabeça
a minha: escritor este é o leitor
leitor este é o escritor.
”

MJT

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