Mia Couto / Poesia do Mundo

Espiral: Mia Couto

No oculto do ventre,

o feto se explica como o Homem:

em si mesmo enrolado

para caber no que ainda vai ser.

Corpo ansiando ser barco,

água sonhando dormir,

colo em si mesmo encontrado.

Na espiral do feto,

o novelo do afecto

ensaia o seu primeiro infinito.

*

Mia Couto – In Tradutor de chuvas

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