Poesia Portuguesa

Tenho de partir

Senta-te na cadeira

e não digas nada.

.

É bom o silêncio.

.

Deixa perto a respiração

quente do teu corpo

tocar-me fundo.

.

Só lamento a brevidade

perturbante do instante

quando apetece ser

e tenho de partir.

*

(Emerenciano, A mão tingida sobre o espelho / Chão Prisão do Mundo, 1998, Porto, Campo das Letras).

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