Rui Tinoco - Poesia

Cenas Infantis

ando pela rua. a criança

com os bolsos cheios de carrinhos,

o joelho esmurrado, não

está em lado algum. e não

está em lado algum porque

essa criança sou eu: um

homem de meia idade, por

vezes nostálgico do passado,

um ser humano cheio

de coisas acontecidas,

de coisas que nunca

mais vão acontecer. nos

bolsos apenas as mãos vazias.

é verdade: essa criança não

está em lado algum

porque, bem vistas

as coisas, essa criança

já não sou eu.

RT, 2013

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