Élli Peonídou / Poesia do Mundo

Depois da chuva de Élli Peonídou

A fumegar, o verão elevou-se nos ares.

 

No areal uma sandália rasgada, um pente,

milhares de pontas de cigarro, palavras lavadas

conchas, sal, lágrimas, madeiras podres.

 

Grávido, cada começo no seu esperma traz

um pequeno e cruel Anjo da Morte.

.

(na DiVersos 19, numa tradução de José Carlos Marques).

 

 

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