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Madrugada – Nicolau Saião

No interior a polpa: um nó convulsamente

preso na carne feita para amar

No exterior partículas

tão exactas e puras como um dia. No depois das paredes

nesse ar que se dissipa

nesse negrume fixo e já disperso

– para sempre encontrado –

o clarão que nos une e que nos leva

entre as horas e os tempos, entre vozes que findam.

 

A cor o mundo o nome

eternamente nossos.

*

(na revista de poesia e tradução DiVersos nº 21)

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