José Gomes Ferreira / Poesia Portuguesa

De: Café – José Gomes Ferreira

(Finjo que não vejo as mulheres

que passam, mas vejo.)

 

De súbito, o diabinho que me dançava nos olhos,

mal viu a menina atravessar a rua,

saltou num ímpeto de besouro

e despiu-a toda…

 

E a Que-Sempre-Tanto-Se-Recata

ficou nua,

sonambulamente nua,

com um seio de ouro

e outro de prata.

*

José Gomes Ferreira, poema escolhido por Eugénio de Andrade para integrar a antologia Eros de Passagem, Porto, 1982, Limiar Edições

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