Eugénio de Andrade / Poesia Portuguesa

XVIII de As mãos e os Frutos, Eugénio de Andrade

Impetuoso o teu corpo e como um rio

onde o meu se perde,

Se escuto, só oiço o teu rumor.

De mim, nem o sinal mais breve.

 

Imagem dos gestos que tracei,

irrompe puro e completo.

Por isso, rio foi o nome que lhe dei.

E nele o céu fica mais perto.

*

Antologia Breve de Eugénio de Andrade, 1985

Porto, Limiar Edições

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