Sophia de Mello Breyner Andresen

Poema de Coral, Sophia de Mello Breyner Andresen

Depois da cinza morta destes dias,

Quando o vazio branco destas noites

Se gastar, quando a névoa deste instante

Sem forma, sem imagem, sem caminhos,

Se dissolver, cumprindo o seu tormento,

A terra emergirá pura do mar

De lágrimas sem fim onde me invento.

*

Poema de Sophia de Mello Breyner Andresen

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