Poesia Húngara / Sandor Petofi

A EUROPA ESTÁ CALMA, ESTÁ CALMA OUTRA VEZ… Sandor Petofi

A Europa está calma, calma outra vez,

As suas revoluções passaram

Vergonha para a Europa! Está calma

E não alcançou a liberdade.

 

O húngaro foi deixado sozinho

Pelos outros povos indignos.

Todas as mãos estão presas por cadeias

Só os húngaros ainda pegam na espada.

 

Deveremos afligir-nos,

Desesperar-nos com isso?

Pelo contrário, pátria,

É isso que nos alenta.

 

É isso que nos dá ânimo,

Sermos luz da lâmpada

Que brilha na escuridão

Enquanto outros dormem.

 

Se a nossa chama não ardesse

No meio da noite imensa,

Poderiam pensar lá em cima no céu

Que o mundo não existe.

 

Olha para nós, olha liberdade,

Reconhece os povos de agora:

Enquanto outros nem sequer ousam

chorar, nós fazemos a dádiva do sangue.

 

Ainda exiges mais, para que

a tua bênção não seja imerecida?

Numa época infiel, fomos os últimos

E os únicos a manter-nos fiéis!

 

Poetas Húngaros, organização prefácio e notas de Zoltan Rozsa

Porto Edições Limiar, 1991

1849, Sandor Petofi 1823-1849

trad. Ivette K. Centeno

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