Christos Kyrkindanos

Apologia – poema de Christos Kyrkindanos

Eu cá gritei o que tinha a gritar

nas tardes fundas

quando os outros viviam negligentes.

Do peito descoberto

e os punhais da palavra

eis as minhas chagas

eis também as minhas armas, repito.

Muitos anos passaram

em que não falei

e ao virar da noite

de novo gritei:

Que venham agora os meus inimigos

– que venham agora –

à palavra.

 

Christos Kyrkindanos, tradução de Rosa Salvado Mesquita

Revista DiVersos de Poesia e Tradução

 

 

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