Sérgio Ninguém

uma espera em ruínas – Sérgio Ninguém

uma espera em ruínas

lágrimas feitas na cabeça.

Pudessem eles regressar

sem o sorriso das vontades e

com as promessas rotas por cumprir.

Levantar a âncora da solidão

progredir no interior da violência

ouvir o que a água diz

e o que o fogo pensa,

esconder todos os retratos da eternidade

e falecer junto ao canto | só!,

esperar no lugar mais ermo

falar com nostalgia e

provocar as flores negras

atravessar vales em ruínas

o infinito não tarda!,

o lobo à chuva

espera!

 

*

in As ruínas são lobos que choram, Sérgio Ninguém

(edições Eufeme)

 

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