Rui Tinoco - Poesia

Batalhas de Mário, general romano…

Num único dia de batalha, travado sob milhares de pés e cascos, os Cimbros foram destroçados. Alguns dos inimigos em fuga suicidaram-se. Outros foram mortos pelas suas próprias mulheres, que, de seguida, mataram os filhos e finalmente puseram fim às suas próprias vidas. In Generais Romanos, Adrian Goldsworthy, Esfera dos Livros, Lisboa, 2007, p. 169). … Continuar a ler

Sublinhados

O general mais experiente… antes da batalha de Pidna

Nasica expressou por palavras os seus sentimentos, instando o cônsul a atacar imediatamente para impedir que Perseu retirasse. De acordo com (Tito) Livio, (Emílio) Paulo respondeu-lhe: «Das muitas vicissitudes da guerra, aprendi quando lutar e quando recusar batalha. Perguntarás pelas minhas razões, em outra ocasião; agora, bastará que aceites a palavra de um comandante experiente». … Continuar a ler

Rui Tinoco - Poesia

Sobre uma passagem do livro «Memórias da Grande Guerra» de Jaime Cortesão

neste capítulo a autobiografia evoca explosões, crateras, a notícia de um gás venennoso que se infiltra no próprio poema. imagino o autor a fugir dos disparos da artilharia mas depois, numa dessas noites, a tirar notas para mais tarde descrever as explosões no interior de um amplo quadro que toda a gesta do CEP merece. … Continuar a ler

Rui Tinoco - Poesia

Entesouramento do poço da casa de S. Sebastião das Carvalheiras

o tesouro escondido no poço para que mãos hostis não ousassem usufruir dessas riquezas. para que houvesse um futuro, quero dizer: para que as crianças não viessem a passar necessidades. dizia-se o pior dos guerreiros bárbaros: nenhuma muralha os diminuía, eles eram só mãos hostis – ódio transformado em faca a interromper o tempo. o … Continuar a ler

Rui Tinoco - Poesia

Caim

Caim, mas ainda irmão, as frases corretas numa mensagem incompreensível. quero dizer: estamos perante um homem, aquele que inventou o homicídio, quando no fundo, sabemo-lo, poderia ter sido qualquer um de nós numa tarde rubra, o sol a incendiar todo o ódio. olharíamos depois as nossas mãos ensanguentadas «elas não são nossas» «não foram elas» … Continuar a ler

Escritas em prosa / Oliveira Martins

Nota sobre a História da República Romana – Oliveira Martins

Eleger Roma, até à queda da República, como o exemplo típico da evolução das sociedades humanas… Para isso, Oliveira Martins socorre-se de um estruturalismo avant la lettre, suportado pela numologia. Que fatores influenciam a evolução das sociedades humanas? De que forma as mesmas questões se vão pondo aos grupos humanos à medida que eles se estruturam … Continuar a ler

Sublinhados

Morte de Arquimedes

«… o soldado mandava-lhe que fosse á presença de Marcello – Onde? Volta Archimedes; e tornou á sua contemplação. O soldado atravessou-lhe o ventre com a espada. É assim que a realidade se vinga duramente dos contemplativos: mata-os.» Oliveira Martins, História da República Romana, Lisboa, Livraria Editora, 1927. (conforme a ortografia da época). Continuar a ler

Rui Tinoco - Poesia

Janus

«… fechado o templo de Jano, o mundo respirou à sombra da imensa majestade imperial…» História da República Romana, Oliveira Martins fechado o templo de Janus uma grande mudança se anuncia: aquele que olha para trás e para a frente, dominando as horas, passa agora os seus dias dormindo, indolente, como se já não acreditasse em … Continuar a ler